Archive for março \30\UTC 2009

kay nielsen

março 30, 2009

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Kay Nielsen (1886-1957) foi um ilustrador dinamarquês popular no início do século passado, considerada a “época dourada da ilustração”,  quando Daniel Vierge e outros pioneiros desenvolveram a tecnologia da impressão ao ponto que os desenhos e as pinturas poderiam ser reproduzidos com facilidade razoável.

Em 1914, produziu pelo menos três ilustrações maravilhosas que descrevem cenas da vida de Joana D´Arc.
Com o passar dos anos, Nielsen foi se aperfeiçoando e diminuindo o tempo empregado em cada obra, o que lhe rendeu ainda mais reconhecimento, o levando a exposições em várias cidades do mundo.

Em 1939 foi à Califórnia e trabalhou para companhias de Hollywood, incluindo Walt Disney, onde seu trabalho foi usado em duas sequências do clássico “Fantasia”. No ano seguinte foi demitido e seus anos finais foram passados em grande pobreza.

Seus últimos trabalhos eram para escolas e igrejas. Sua reputação nunca parou de crescer.

http://nielsen.artsycraftsy.com/

florian satzinger

março 27, 2009

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Além do traço extremamente refinado, o bacana do blog de Florian, é que seus desenhos são acompanhados do respectivo esboço, dando uma idéia do seu processo criativo.
Satzinger tem grande influência da Disney, MGM e Hanna-Barbera e hoje, é produtor e roteirista da S&H Features, responsável entre outras obras, pelo desenho animado Starducks. Disso tudo, pode-se entender de onde vem a característica cartoon de suas ilustras.

http://paperwalker.blogspot.com/

sucos bárbaros

março 25, 2009

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Seguindo a ótima indicação do amigo Augusto Genz, trago aqui os “Sucos Bárbaros”, criado pela equipe do Blog da Bistrô. Brasilidade total nos sabores MaracuGil, Maria BeTâmara, AbaCaetano e GalRaná Costa.

A idéia é uma brincadeira com os já apresentados aqui, Beatle Juice.

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No Blog da Bistrô você ainda pode fazer download das caixinhas em pdf. Pura criatividade!

a. andrew gonzalez

março 25, 2009

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Ilustrações que mais parecem esculturas reais, acabamentos impecáveis e figuras que vão da pureza ao pecado.
Assim é o trabalho de Andrew, que desde criança era incentivado de maneira informal pelo pai. Hoje seu trabalho é reconhecido internacionalmente.

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Em seu site, há mais trabalhos geniais, scketches e uns demonstrativos da elaboração de uma de suas obras.

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Como o artista descreve, seu trabalho é uma arte contemporânea que explora a união dramática do sensual e espiritual.
O trabalho de Andrew motiva e intriga pela sua beleza e complexidade, é uma excelente referência à todos nós ilustradores.

http://www.sublimatrix.com/

carl barks

março 24, 2009

Tio Patinhas e Pato Donald não são novidade para nenhuma pessoa, no entanto, mais do que simplesmente trazer a história de seu ilustrador, este post traz uma trajetória de sucesso numa época muito diferente de hoje, com menos referências e recursos e muitas obstáculos para um artista ter seu trabalho reconhecido.

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Carl Barks foi um famoso ilustrador dos estúdios Disney e criador de arte seqüencial, responsável pela invenção de Patópolis e muitos de seus habitantes: Tio Patinhas (1947), Gastão (1948), Irmãos Metralha (1951), Professor Pardal (1952) e Maga Patalógika (1961), entre outros. A qualidade de seus roteiros e desenhos lhe rendeu os apelidos O Homem dos Patos e O Bom Artista dos Patos. O autor de quadrinhos Will Eisner chamou-o de “Hans Christian Andersen dos quadrinhos”.

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A diferença principal de Patinhas para Donald, de acordo com Carl, é que o primeiro enfrentara as mesmas dificuldades no passado, mas com inteligência, determinação e trabalho duro, ele conseguiu a tudo superar. Ou como o próprio Patinhas diria a Huguinho, Zezinho e Luisinho: sendo mais duro que os durões e mais esperto que os espertalhões. Até mesmo nas histórias vividas no presente Patinhas trabalharia para resolver seus muitos problemas, embora freqüentemente as histórias mostrassem que seus esforços constantes pareciam fúteis afinal.

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Através dos dois personagens Carl (Patinhas e Donald) mostraria seu senso de humor sarcástico. O período difícil na vida do artista parece tê-lo ajudado a amoldar muitas de suas visões sobre a vida expressas por suas criações.

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Ao mesmo tempo, Carl tinha começado a pensar sobre como transformar seu passatempo, desenhar, em profissão. Desde sua infância, ele passava seu tempo livre desenhando com qualquer material que pudesse encontrar. Tentou melhorar seu estilo copiando os desenhos dos artistas de histórias em quadrinhos dos jornais. Buscou criar suas próprias expressões faciais, figuras e situações cômicas, mas quis estudar o estilo e o uso de cores e tons dos mestres artistas. Entre seus primeiros favoritos estavam Winsor McCay (conhecido pelo Pequeno Nemo) e Frederick Burr Opper, mas estudou todos os estilos que chamaram sua atenção.

Aos 16 anos, era basicamente um autodidata, mas decidiu tomar algumas lições por correspondência. Só seguiu as primeiras quatro lições, mas teve que parar porque o trabalho tomava muito de seu tempo. Porém, segundo o próprio Barks, as lições se mostraram muito úteis na melhora de seu estilo. Em dezembro de 1918, ele deixou a casa dos pais para procurar trabalho em São Francisco, Califórnia.

Trabalhou durante algum tempo em uma pequena editora enquanto tentava vender seus desenhos a jornais e outras publicações, mas não teve muito sucesso. Após dois anos sem êxito, voltou ao Oregon, onde se casou em 1923. Foi depois para Roseville, e por cinco anos desenhou para uma empresa chamada Pacific Fruit Express. Em 1928, trabalhava como desenhista de charges para a revista Calgary Eye-Opener, de Mineápolis.

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Em 1935, Barks começou como animador, roteirista e diretor de criação nos Estúdios Disney, onde viria a construir sólida reputação. Apesar de trabalhar basicamente com desenhos animados do Pato Donald, ele cuidou de duas seqüências do filme Bambi e foi intercalador em um desenho do Mickey.

Em 1942, a editora que publicava as histórias em quadrinhos do Pato Donald precisava de material inédito e procurou-o. Foi aí que surgiu “O Tesouro do Pirata” (“Donald Duck Finds Pirate Gold”, no original em inglês), aventura baseada em uma animação que não chegou a sair do papel, com roteiro de Bob Karp. Os desenhos foram divididos entre Barks e Jack Hannah. Esta não foi, contudo, seu primeiro trabalho com quadrinhos para a Disney: ele já tinha, naquele mesmo ano, assinado o roteiro de uma história do cão Pluto, ao lado de Hannah e Nick George.

Em 6 de novembro daquele ano, Barks deixou o emprego de animador. O motivo “oficial” foi que o ar-condicionado agravara sua sinusite, mas os problemas principais foram o racionamento de combustíveis imposto pela Segunda Guerra Mundial, que dificultava o acesso ao escritório, e o fato de fazer desenhos animados com propaganda bélica. No mês seguinte, trabalhando a partir de casa, passou a colaborar regularmente com a Western Publishing, que editava os quadrinhos do Pato Donald. A editora mandou a ele um argumento de HQ, que ele devia desenvolver.

Percebendo alguns “furos” no roteiro, Barks escreveu de volta perguntando se poderia fazer modificações. Diante da resposta positiva, deu o seu estilo à trama, o que lhe valeu um convite para escrever uma história e desenhá-la. A partir daí, iniciou um trabalho que produziu, ao longo de 25 anos, mais de 6 mil páginas e 500 histórias.

Barks fez uma reestilização do pato, arredondando seu corpo e diminuindo o bico, e imprimindo um estilo mais alegre.

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Fonte: Wikipédia

design do ano

março 20, 2009

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Como já citado nesta casa, o pôster de Obama, criado por Shepard Fairey, foi o vencedor do prêmio de design britânico Brit Insurance Design Award 2009.

O cartaz de Obama foi indicado pelo especialista em design britânico Patrick Burgoyne para o prêmio na categoria de artes gráficas. O cartaz se transformou em uma espécie de testamento do sucesso da campanha presidencial de Obama, além de ser um símbolo histórico.

“Parece ser uma das imagens determinantes da campanha presidencial dos Estados Unidos além de ser um exemplo de como os designers podem se envolver em campanhas políticas de uma forma expressiva — as vendas deste pôster arrecadaram mais de US$ 400 mil”, afirmou Patrick Burgoyne.

Fonte: UOL Entretenimento

marc valega

março 19, 2009

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1259am
Visitando o Blog da Galileu eu tive acesso ao trabalho de Marc Valega. A princípio achei interessante a matéria da jornalista Denise Dalla Colletta, que fala do projeto de caixas de suco com a cara dos Beatles (do desenho Yellow Submarine).

Curioso foi saber os sabores: John Lemon (limão), George Pearrison (pêra), Mango Starr (manga) e Apple McCartney (apple deve ser lido como “é-poul”).

beatlejuice
No site do artista achei algumas ilustras interessantes, com uma cara meio retrô, simplistas, mas bem feitas, com um humor discreto e um bom trabalho de cor, nada de impressionar, mas criativo mesmo assim.

Há alguns scketches que seguem esta mesma linha, bem básicos.

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smoke
spanish
Há ainda alguns vídeos interessantes, vale passar por lá e ficar um tempinho admirando.

http://www.marcvalega.com/

conjunto vazio

março 18, 2009

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Há algumas semanas comentei aqui no Ilustras sobre a designer gráfica e ilustradora Anna Anjos.
Volto nesse novo post a falar sobre um projeto recém-lançado chamado “Conjunto Vazio”, uma parceria de Anna e o roteirista Mario Mancuso.

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Eles definem: “Esta HQ fala sobre a solidão. Não se trata apenas de não estar com alguém ou de ficar sozinho, mas de ser sozinho, se isolar. Acredito que as infelicidades que sofremos são ocasionadas por nossos próprios sentimentos e ações e a solidão não é diferente. (…) Ele é um cara comum, igual a milhões que transitam por aí diariamente, que esquecem a magia, beleza e nuances da vida.”

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Aqui são exibidos alguns trechos desse projeto. Confesso que fiquei muito admirado com o trabalho, o tema da solidão é colocado de uma forma muito original, envolvido numa atmosfera reflexiva. Assuntos como esse sempre correm o risco de se tornarem tristes ao longo do seu caminho, mas não é esse o caso do “Conjunto Vazio”.

A sensibilidade de Anna Anjos e o belo trabalho de Mancuso ditam um ritmo que conduz o leitor numa aventura sensorial. A HQ não possui os tradicionais balões ou recordatórios, a imagem em si comanda o desenrolar da história.

Mancuso é responsável também por um belo conto, do mesmo assunto. Segue abaixo um trecho inicial:

“Começo de noite de uma data qualquer.
A cidade soa ruidosa sob a sinfonia dos que voltam para casa no fim de mais um dia. Em seus lares, bares, todos os lugares, as pessoas se reúnem, se encontram, se unem, se aconchegam e interagem, celebrando o fim de um dia e o começo de outro.
Em um prédio não muito novo nem velho, nem rico nem pobre, nem grande nem pequeno, em um bairro pouco afastado, mas não muito próximo, o som de uma chave girando quebra o vazio do apartamento. A porta se abre respeitosamente, mas a luz do hall é pouca para amainar a escuridão silenciosa das ruínas inóspitas do que se chama de lar (ou lugar de moradia, se preferir um termo cru, mas sincero). Calado, o homem entra vacilante como alguém que está prestes a iniciar um sonho ruim e freqüente. Quase instintivamente, ele acende as luzes (quantas forem possíveis) enquanto percorre a sala sem vida, furtivo, rumo à cozinha, estilo americana (recém adquirida em uma liquidação), limpa e arrumada. Põe as sacolas de compras sobre o balcão e concentra-se, buscando escutar uma melodia doce de boas vindas. As luzes disfarçam o ambiente, mas o silêncio sepulcral é incisivo em afirmar o obvio.
Porém, o silêncio não é absoluto, pois os ruídos externos são emprestados para compor vida neste ambiente sem vida. Carros e sirenes nas ruas, passos no andar de cima, uma moto trazendo pizza, um rádio em alguma sacada, um portão que se abre, conversas distantes e ininteligíveis, uma criança de colo que chora, alguém transando em algum lugar na vizinhança, o arrolar dos pombos no começo de noite…
De forma metódica, o homem volta para sala, tira o paletó e pega o controle remoto na base de madeira ao lado do telefone. Liga a TV (ah, como a vida moderna seria insuportável sem esta Afrodite de raios catódicos…), e aperta o botão da secretária eletrônica para escutar suas mensagens. A voz mecânica e monótona da máquina sempre o agradou, talvez até lhe trouxesse devaneios eróticos, mesmo quando diz, inclemente, que não há mensagens…”

A HQ está no fórum da revista Front nº 21. Confira!

O site do roteirista da HQ, Mario Mancuso:
www.mariomancuso.com.br

O site da ilustradora Anna Anjos:
http://www.annaanjos.com/home/pt.htm

marlonart

março 17, 2009

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De scketches a obras finalizadas, o site apresenta inúmeras figuras num ambiente bastante militar.
Guerreiros futuristas, alienígenas, criaturas  e naves de outro planeta compõem uma atmosfera que sugere exageros gráficos maravilhosos, de encher os olhos. Até uma modelagem, sob diversos ângulos está presente na rica galeria.

Infelizmente, ainda não consegui mais informações sobre o artista, de qualquer maneira é válida a visita no seu site:

http://marlonart.nl/

draude

março 11, 2009

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Alexander Draude é um ilustrador freelancer alemão. Em seus trabalhos finalizados como em seus scketches, há na maioria uma série de situações complexas, com significados embutidos de forma que as imagens conduzem o espectador à reflexão.

Em seu blog há também muita informação sobre seus trabalhos e algumas artes em destaque.

http://www.draude.com/