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Tio Patinhas e Pato Donald não são novidade para nenhuma pessoa, no entanto, mais do que simplesmente trazer a história de seu ilustrador, este post traz uma trajetória de sucesso numa época muito diferente de hoje, com menos referências e recursos e muitas obstáculos para um artista ter seu trabalho reconhecido.

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Carl Barks foi um famoso ilustrador dos estúdios Disney e criador de arte seqüencial, responsável pela invenção de Patópolis e muitos de seus habitantes: Tio Patinhas (1947), Gastão (1948), Irmãos Metralha (1951), Professor Pardal (1952) e Maga Patalógika (1961), entre outros. A qualidade de seus roteiros e desenhos lhe rendeu os apelidos O Homem dos Patos e O Bom Artista dos Patos. O autor de quadrinhos Will Eisner chamou-o de “Hans Christian Andersen dos quadrinhos”.

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A diferença principal de Patinhas para Donald, de acordo com Carl, é que o primeiro enfrentara as mesmas dificuldades no passado, mas com inteligência, determinação e trabalho duro, ele conseguiu a tudo superar. Ou como o próprio Patinhas diria a Huguinho, Zezinho e Luisinho: sendo mais duro que os durões e mais esperto que os espertalhões. Até mesmo nas histórias vividas no presente Patinhas trabalharia para resolver seus muitos problemas, embora freqüentemente as histórias mostrassem que seus esforços constantes pareciam fúteis afinal.

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Através dos dois personagens Carl (Patinhas e Donald) mostraria seu senso de humor sarcástico. O período difícil na vida do artista parece tê-lo ajudado a amoldar muitas de suas visões sobre a vida expressas por suas criações.

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Ao mesmo tempo, Carl tinha começado a pensar sobre como transformar seu passatempo, desenhar, em profissão. Desde sua infância, ele passava seu tempo livre desenhando com qualquer material que pudesse encontrar. Tentou melhorar seu estilo copiando os desenhos dos artistas de histórias em quadrinhos dos jornais. Buscou criar suas próprias expressões faciais, figuras e situações cômicas, mas quis estudar o estilo e o uso de cores e tons dos mestres artistas. Entre seus primeiros favoritos estavam Winsor McCay (conhecido pelo Pequeno Nemo) e Frederick Burr Opper, mas estudou todos os estilos que chamaram sua atenção.

Aos 16 anos, era basicamente um autodidata, mas decidiu tomar algumas lições por correspondência. Só seguiu as primeiras quatro lições, mas teve que parar porque o trabalho tomava muito de seu tempo. Porém, segundo o próprio Barks, as lições se mostraram muito úteis na melhora de seu estilo. Em dezembro de 1918, ele deixou a casa dos pais para procurar trabalho em São Francisco, Califórnia.

Trabalhou durante algum tempo em uma pequena editora enquanto tentava vender seus desenhos a jornais e outras publicações, mas não teve muito sucesso. Após dois anos sem êxito, voltou ao Oregon, onde se casou em 1923. Foi depois para Roseville, e por cinco anos desenhou para uma empresa chamada Pacific Fruit Express. Em 1928, trabalhava como desenhista de charges para a revista Calgary Eye-Opener, de Mineápolis.

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Em 1935, Barks começou como animador, roteirista e diretor de criação nos Estúdios Disney, onde viria a construir sólida reputação. Apesar de trabalhar basicamente com desenhos animados do Pato Donald, ele cuidou de duas seqüências do filme Bambi e foi intercalador em um desenho do Mickey.

Em 1942, a editora que publicava as histórias em quadrinhos do Pato Donald precisava de material inédito e procurou-o. Foi aí que surgiu “O Tesouro do Pirata” (“Donald Duck Finds Pirate Gold”, no original em inglês), aventura baseada em uma animação que não chegou a sair do papel, com roteiro de Bob Karp. Os desenhos foram divididos entre Barks e Jack Hannah. Esta não foi, contudo, seu primeiro trabalho com quadrinhos para a Disney: ele já tinha, naquele mesmo ano, assinado o roteiro de uma história do cão Pluto, ao lado de Hannah e Nick George.

Em 6 de novembro daquele ano, Barks deixou o emprego de animador. O motivo “oficial” foi que o ar-condicionado agravara sua sinusite, mas os problemas principais foram o racionamento de combustíveis imposto pela Segunda Guerra Mundial, que dificultava o acesso ao escritório, e o fato de fazer desenhos animados com propaganda bélica. No mês seguinte, trabalhando a partir de casa, passou a colaborar regularmente com a Western Publishing, que editava os quadrinhos do Pato Donald. A editora mandou a ele um argumento de HQ, que ele devia desenvolver.

Percebendo alguns “furos” no roteiro, Barks escreveu de volta perguntando se poderia fazer modificações. Diante da resposta positiva, deu o seu estilo à trama, o que lhe valeu um convite para escrever uma história e desenhá-la. A partir daí, iniciou um trabalho que produziu, ao longo de 25 anos, mais de 6 mil páginas e 500 histórias.

Barks fez uma reestilização do pato, arredondando seu corpo e diminuindo o bico, e imprimindo um estilo mais alegre.

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Fonte: Wikipédia
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